A sessão ordinária da Câmara Municipal de Paulo Afonso, na manhã desta segunda-feira 06, mostrou que o momento fatal de ‘olhar nos olhos’, mesmo considerando o cinismo que reina na política, especialmente nos dias de hoje, faz tremer muita gente.
Não pode haver outra explicação para a recusa de Jânio Soares, secretário de Esporte e Cultura, em descumprir uma convocação feita a ele, por unanimidade pela Câmara Municipal há mais de um mês, de forma tão acintosa e debochada.
Afinal, quem não deve não teme e muito menos tem o que esconder. Pode olhar com segurança nos olhos dos vereadores e responder o que lhe é perguntado, e, de resto, deixar a população ciente de como se gasta uma quantia tão volumosa como essa numa festa, em detrimento de tantas outras necessidades da população.
O homem sabe que a Câmara Municipal o espera ansiosamente para saber como ele gastou pouco mais de R$ 1,6 milhão com detalhes; sim os detalhes pequenos do setor público: os contratos, as famosas licitações, quem afinal de contas está por trás de cada empresa contratada, como se deu o processo?
Achando que fala para crianças do jardim de infância, Jânio enviou à Casa, um meigo ofício dizendo como empregou o rico dinheiro do contribuinte, mas assim, sem muita minúcia, afinal para quê o povo saber tanta coisa, né?
A reação veio dos dois lados, oposição e governo
Tanto Mário Galinho (SD) oposição, como Jean Roubert (PTB) governo, disseram que vão cobrar de forma veemente do presidente do Legislativo, Marcondes Francisco (PSD), que faça valer a força da Câmara e que o secretário cumpra o seu dever de comparecer e dar os devidos esclarecimentos PESSOALMENTE.
Note-se: a convocação de Jânio Soares foi aprovada e ficou um mês parada na Câmara sem que ele fosse comunicado. Não fosse a oposição colocar a boca no mundo talvez estivesse até hoje. Sendo que no ato da aprovação o vereador propositor, Mario Galinho, deixou claro que havia muita urgência pela presença do secretário.
Aliás, a vinda de Jânio foi pedida antes mesmo de terminar a festança bancada com o dinheiro do povo. Observem a lista de despesas e vejam que o povo pulou três dias, mas há até hoje muita gente rindo à toa às custas de quem trabalha duro para pagar os impostos.

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