Meio de campo truncado, o prefeito licenciado Luiz de Deus (PSD), já mandou anunciar sua volta, ainda não se sabe em que condições, mas o fato é que esta notícia freou ações do prefeito interino Flávio Henrique (PDT), e consequentemente emperrou ainda mais os projetos que cambaleiam no município.
Na sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda 06, os vereadores da base governista, Jean Roubert (PTB) e José Carlos Coelho (PRB) se queixaram das críticas vindas de setores da imprensa e disseram que estão sendo cobrados por algo que escapa da competência deles.
“Vejo que generalizam e dizem que não fazemos nada!, que trabalhamos pouco, mas antes de apontar de forma geral gostaria que a imprensa tivesse o cuidado de ver a produtividade de cada vereador”, observou Jean Roubert, que em seguida emendou sobre a Embasa afirmando que a Câmara não votou o projeto ainda porque o Executivo não fez sua parte mandando-o para a Casa.

José Carlos Coelho, outro que choraminga muito sobre o noticiário, disse que as críticas são imerecidas. “Se as pessoas do nosso bairro continuam votando na gente, deviam deixar para nos criticar quando o projeto passar por essa Casa e ver quem é quem aqui, só assim vocês vão ver quem está do lado do povo.”

Ambos os vereadores afirmaram categoricamente que estão do ‘lado do povo’, talvez esbarre justamente nessa questão o não envio do projeto pelo Executivo até agora.
Sem a certeza do que significa exatamente esse ‘lado do povo’, o governo não vai se arriscar em mandar renovar um convênio para ver os planos de ter mais vinte anos de Embasa escorrerem literalmente pelo ralo, uma vez que a oposição reúne seis votos e jura de pés juntos que vota contra a Embasa e, do lado governista, restam seguramente apenas sete vereadores que estariam dispostos a fritar as possibilidades de voltarem um dia à Câmara aprovando-a sem os ajustes que o povo clama.
Com Flávio Henrique existia articulação e a coisa já caminhava para a renovação, porém, agora, sem saber direito os rumos que tomam a prefeitura, voltam as incertezas e não é apenas no que tange a Embasa: alguém ainda vai falar em UTI no Hospital Municipal?
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